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Orçamento de obra: composições, bases de preço, BDI e cronograma no mesmo lugar

O orçamento é a primeira decisão financeira da obra e a referência de todas as outras: é contra ele que se medem os gastos, as medições e o prazo. Um bom orçamento de obra não é só um valor total. É uma lista organizada de serviços, com quantidades, preços de referência e critérios claros, que qualquer pessoa da equipe consegue conferir. Veja como ele é montado e como fazer isso no Canteiro+.

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Por Canteiro+ · Atualizado em

Do que um orçamento de obra é feito

O orçamento se organiza em etapas (serviços preliminares, fundação, estrutura, alvenaria, instalações, acabamentos). Cada etapa tem itens de serviço com unidade e quantidade, levantadas do projeto.

Cada serviço tem uma composição de custo unitário: os insumos (materiais, mão de obra e equipamentos) com os coeficientes de consumo para executar uma unidade daquele serviço. Quantidade vezes custo unitário dá o custo direto; sobre ele entram os encargos da mão de obra e o BDI, que leva ao preço final.

Bases de referência: SINAPI, SICRO e tabelas regionais

Montar cada composição do zero leva tempo, por isso existem bases públicas de referência. O SINAPI, mantido pela Caixa e pelo IBGE, é a principal referência para edificações e tem preços por estado. O SICRO, do DNIT, é a referência para obras de infraestrutura de transportes. Vários estados e municípios publicam tabelas regionais, com composições e preços locais.

Dois cuidados: confira o mês de referência (a data-base) da tabela usada e compare os preços com o mercado da sua cidade, porque referência não é cotação.

Encargos sociais e desoneração

Os encargos sociais incidem sobre a mão de obra e mudam bastante o custo dos serviços. As bases costumam publicar duas versões: com desoneração e sem desoneração, conforme o regime de contribuição previdenciária da empresa. Escolha a versão que corresponde à situação de quem vai executar a obra, porque misturar as duas distorce o total.

BDI: o que entra e por que não é um número fixo

O BDI (Benefícios e Despesas Indiretas) cobre o que não está nos serviços: administração central, seguros, garantias, riscos, despesas financeiras, tributos e o lucro. Ele varia com o tipo e o porte da obra, com o regime tributário e com o risco do contrato.

Em obras públicas, o Acórdão 2.622/2013 do TCU é uma referência conhecida para conferir as faixas. O importante é que o BDI seja calculado e explicado, não copiado de outra obra.

Do orçamento ao cronograma

Quando o orçamento está organizado por etapas, ele vira a base do cronograma: as etapas viram atividades, e o custo de cada uma mostra o peso dela no desembolso. Isso permite acompanhar prazo e custo pela mesma estrutura e, depois, comparar o orçado com o que foi gasto de verdade em cada etapa.

Orçamento por IA (beta): um ponto de partida

Quando você ainda está no estudo, pode ser útil ter uma estimativa rápida. O Orçamento por IA do Canteiro+ pede o tipo de obra, a localização, o padrão construtivo, os pavimentos e as áreas dos ambientes, e monta uma estimativa preliminar com composições e preços de referência do SINAPI.

É um rascunho para começar, não um orçamento executivo: antes de usar para contratar ou cobrar, ele deve ser revisado e assumido por engenheiro ou arquiteto responsável. Está nos planos Profissional e Empresarial.

Como fazer no Canteiro+ em 3 passos

  1. Passo 1: Configure o orçamento

    Escolha o estado da obra, o BDI, os encargos e a opção com ou sem desoneração.

  2. Passo 2: Monte as etapas e adicione os serviços

    Busque a composição por código ou descrição no SINAPI, no SICRO ou na tabela regional do estado da obra, e ela entra com o preço já preenchido. Se preferir, importe a sua planilha de Excel.

  3. Passo 3: Gere o cronograma e acompanhe

    O cronograma nasce das etapas do orçamento, com Gantt, caminho crítico e linha de base. Os gastos lançados aparecem no orçado x realizado.

Veja o que cada plano inclui em Planos e preços ou conheça todas as funcionalidades do Canteiro+.

Orçamento com bases oficiais

Digite o serviço. O preço de referência entra sozinho.

Busque a composição por código ou descrição e adicione ao orçamento com o valor já preenchido — na tabela e no estado da obra. Sem copiar planilha do órgão, sem digitar preço.

  1. 01Tabelas regionais aparecem só quando o estado da obra bate — a busca não mistura referência de outro lugar.
  2. 02Cada base é atualizada quando o órgão publica uma nova versão.
Bases de preço
10
bases de preço
Composições
+49 mil
composições
Unidades da federação
27
unidades da federação com preço
Bases de preço disponíveis no orçamento
TabelaAbrangênciaComposições
Nacionais
SINAPI Todos os estados8.349
SICRO DNITTodos, exceto AC6.618
Regionais
SCO Rio de Janeiro9.726
SECID Paraná8.403
SEINFRA Ceará4.424
CTPM São Paulo4.318
SEIURB São Paulo2.617
SUDECAP Minas Gerais2.047
DER Espírito Santo1.363
SEOP Pará1.320

Novas bases regionais entram nos próximos meses.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre SINAPI e SICRO?

O SINAPI é a referência principal para edificações; o SICRO, do DNIT, para obras de infraestrutura de transportes. No Canteiro+, as duas estão disponíveis e mostram o preço do estado da obra.

As tabelas regionais aparecem para qualquer obra?

Não. Elas só aparecem quando o estado da obra é o da tabela, para a busca não misturar referência de outro lugar.

Posso importar o meu orçamento do Excel?

Sim. O orçamento importa e exporta planilhas do Excel.

Posso usar composições próprias?

Sim. Você cadastra insumos e composições próprios e usa no orçamento junto com os das bases de referência.

O Orçamento por IA substitui o orçamentista?

Não. Ele entrega uma estimativa preliminar, que precisa ser conferida, ajustada e assumida por profissional habilitado.

Tem outra dúvida? Veja todas as perguntas ou fale com a equipe.

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